A hipertensão arterial é um dos problemas de saúde mais comuns na população adulta e, muitas vezes, surge quase sem dar sinais. Uma pessoa pode sentir-se bem, continuar a trabalhar, fazer a sua vida normal e, numa consulta de rotina, descobrir que tem a pressão arterial elevada.
O Dr. Lair Ribeiro levanta uma questão particularmente interessante: será que todas as hipertensões classificadas como “idiopáticas”, ou seja, aquelas para as quais não foi identificada uma causa específica, são realmente sem causa?
A partir desta perspectiva, o médico aborda vários fatores que podem estar relacionados com o aumento da pressão arterial, incluindo a vitamina D3, o magnésio, o ácido úrico, alterações da tiroide, resistência à insulina, alimentação, excesso de peso e alterações metabólicas que podem começar muito antes de surgir um diagnóstico formal de diabetes.
É importante, contudo, fazer uma distinção: as afirmações apresentadas neste artigo baseiam-se no conteúdo atribuído ao Dr. Lair Ribeiro e são aqui organizadas e explicadas para fins informativos. Não devem ser interpretadas como recomendação para interromper medicamentos, substituir acompanhamento médico ou tratar hipertensão exclusivamente através de suplementos ou alterações alimentares.
O que significa ter hipertensão idiopática?
Quando uma pessoa apresenta pressão arterial elevada, uma das primeiras questões que pode surgir é: porquê?
Em algumas situações, existe uma causa claramente identificável. Noutras, apesar da investigação médica, não é encontrada uma causa única que explique a hipertensão.
É neste contexto que aparece o termo “idiopática”.
Segundo a explicação apresentada pelo Dr. Lair Ribeiro, quando uma hipertensão é considerada idiopática isso significa, essencialmente, que não foi determinada uma causa específica.
A questão levantada pelo médico é se, em determinados casos, aquilo que parece não ter causa poderá estar relacionado com fatores que não foram investigados ou valorizados.
Na sua abordagem, são mencionados vários possíveis fatores: deficiência de vitamina D3, défice de magnésio, níveis elevados de ácido úrico, alterações da função tiroideia e problemas relacionados com o metabolismo da glicose e da insulina.
Esta visão leva a uma mudança de perspectiva. Em vez de olhar apenas para o número apresentado pelo aparelho de medição da pressão arterial, seria importante compreender também o contexto metabólico da pessoa.
A vitamina D3 e a pressão arterial
Um dos primeiros exemplos apresentados no texto é a vitamina D3.
Segundo o Dr. Lair Ribeiro, uma deficiência de vitamina D3 poderia estar associada à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, um sistema fisiológico envolvido na regulação da pressão arterial.
A ideia apresentada é que alterações neste sistema podem contribuir para a elevação da pressão.
O sistema renina-angiotensina-aldosterona desempenha, de facto, um papel importante na regulação da pressão arterial, do equilíbrio de líquidos e do funcionamento dos vasos sanguíneos.
No entanto, é importante não transformar esta explicação numa conclusão de que tomar vitamina D3 automaticamente normaliza a pressão arterial.
Uma deficiência de vitamina D pode ser identificada através de avaliação médica e análises laboratoriais. Quando existe deficiência, o médico pode determinar se é necessária suplementação e qual a dose adequada.
A exposição solar também é uma das formas através das quais o organismo produz vitamina D, embora a quantidade produzida dependa de vários fatores, como época do ano, localização geográfica, hora do dia, pigmentação da pele, idade e área de pele exposta.
Por isso, a ideia de “tomar sol para baixar a pressão” não deve ser encarada como substituto do tratamento médico.
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O magnésio como elemento importante
Outro dos temas destacados pelo Dr Lair é o magnésio.
O magnésio é um mineral essencial envolvido em centenas de processos fisiológicos, incluindo funções musculares, nervosas e metabólicas.
O Dr. Lair Ribeiro descreve o magnésio como um importante vasodilatador. A explicação é que, quando existe uma quantidade insuficiente de magnésio, poderá ocorrer maior tendência para a vasoconstrição, aumentando a resistência periférica e, consequentemente, a pressão arterial.
A alimentação é uma das formas fundamentais de obter magnésio.
O médico chama particularmente a atenção para os vegetais verdes, relacionando a presença de magnésio com a clorofila. Embora seja verdade que o magnésio integra a molécula de clorofila e que muitos vegetais verdes fornecem este mineral, isso não significa que todos os alimentos verdes tenham necessariamente quantidades elevadas de magnésio.
Vegetais de folha verde, frutos secos, sementes, leguminosas e alguns cereais integrais podem contribuir para a ingestão de magnésio.
A alimentação equilibrada é, portanto, uma peça importante numa estratégia global de saúde cardiovascular.
Será que a falta de magnésio pode contribuir para a hipertensão?
Esta é uma das questões centrais levantadas pelo Dr Lair Ribeiro.
A relação entre magnésio e pressão arterial tem sido estudada. O magnésio participa na regulação da função vascular e muscular, pelo que existe interesse científico na relação entre o estado de magnésio do organismo e a saúde cardiovascular.
No entanto, é necessário evitar uma conclusão simplista.
Ter hipertensão não significa automaticamente ter deficiência de magnésio.
Da mesma forma, tomar magnésio sem avaliação adequada não significa que a pressão arterial vá normalizar.
Existem diferentes formas de suplementação e diferentes necessidades individuais. Pessoas com determinados problemas renais, por exemplo, precisam de especial cuidado com a ingestão de minerais.
Por esse motivo, a utilização de suplementos deve ser discutida com um profissional de saúde.
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O ácido úrico e a pressão arterial
Outro ponto abordado pelo Dr. Lair Ribeiro é o ácido úrico.
O ácido úrico é uma substância produzida pelo organismo durante o metabolismo das purinas. Quando os níveis ficam demasiado elevados, pode ocorrer hiperuricemia, que em algumas pessoas está associada à gota.
A gota pode provocar episódios extremamente dolorosos, frequentemente envolvendo as articulações, com particular destaque para a articulação do dedo grande do pé.
Mas a discussão apresentada vai além da gota.
Níveis elevados de ácido úrico podem interferir com a produção de óxido nítrico, uma molécula importante para a regulação do tónus dos vasos sanguíneos.
O raciocínio apresentado pelo Dr Lair é que uma menor disponibilidade de óxido nítrico poderia favorecer a constrição dos vasos, aumentando a resistência periférica e contribuindo para o aumento da pressão arterial.
A relação entre ácido úrico, hipertensão e saúde cardiovascular é complexa e tem sido alvo de investigação científica.
Por isso, encontrar ácido úrico elevado numa análise não significa automaticamente que esse seja “a causa” da hipertensão. É necessário avaliar a pessoa como um todo.
A tiroide também pode estar relacionada?
A função da tiroide é outro dos elementos mencionados no texto.
O Dr. Lair Ribeiro refere especificamente o hipotiroidismo como uma possível condição associada à pressão arterial elevada.
A tiroide produz hormonas que influenciam diversas funções do organismo, incluindo metabolismo, utilização de energia e funcionamento cardiovascular.
Alterações da função tiroideia podem ter efeitos sobre o coração e os vasos sanguíneos.
Por isso, quando existem sintomas ou fatores de risco que levantem suspeitas de alterações da tiroide, o médico pode solicitar análises específicas.
Esta é uma das razões pelas quais uma abordagem médica da hipertensão não deve limitar-se à simples medição da pressão.
É importante perceber se existem outras condições que possam estar a contribuir para o problema.
A importância de olhar para o metabolismo
Uma das partes mais interessantes do texto apresentado é a discussão sobre glicemia, insulina e diabetes tipo 2.
O Dr. Lair Ribeiro defende que as alterações metabólicas podem começar antes de uma pessoa apresentar valores de glicemia suficientemente elevados para receber um diagnóstico de diabetes.
A ideia apresentada é que o organismo pode compensar durante algum tempo alterações relacionadas com a insulina, mantendo a glicemia aparentemente normal.
Este conceito é particularmente relevante porque uma análise isolada pode não contar toda a história metabólica.
Uma pessoa pode apresentar glicemia dentro de determinados valores de referência e, simultaneamente, apresentar outros sinais de alterações metabólicas que merecem investigação.
É aqui que entram conceitos como resistência à insulina e pré-diabetes.
A diabetes tipo 2 não aparece necessariamente de um dia para o outro
A diabetes tipo 2 é geralmente o resultado de um processo que se desenvolve ao longo do tempo.
A alimentação, o excesso de peso, a gordura visceral, a falta de atividade física, fatores genéticos e outros elementos podem contribuir para o desenvolvimento de resistência à insulina.
Inicialmente, o organismo pode compensar produzindo mais insulina.
Durante algum tempo, essa compensação pode manter a glicemia relativamente controlada.
Com o passar dos anos, porém, o sistema pode deixar de conseguir compensar adequadamente.
É nesse momento que os níveis de glicose no sangue podem começar a subir de forma mais evidente.
Esta ideia reforça a importância da prevenção.
Esperar pelo diagnóstico de diabetes para começar a cuidar da alimentação, praticar exercício físico e controlar o peso pode significar perder anos importantes de intervenção preventiva.
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A relação entre excesso de peso, insulina e hipertensão
O Dr Lair também estabelece uma ligação entre diabetes tipo 2, obesidade e hipertensão.
Estas condições frequentemente aparecem associadas, formando aquilo que podemos considerar um conjunto de problemas metabólicos.
Uma pessoa com excesso de peso pode apresentar maior probabilidade de desenvolver resistência à insulina. A resistência à insulina pode estar associada a alterações metabólicas e cardiovasculares.
Ao mesmo tempo, a hipertensão pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares e renais.
Por isso, não é suficiente olhar para cada problema de forma completamente isolada.
Pressão arterial, peso corporal, glicemia, perfil lipídico, alimentação, atividade física e função renal podem estar interligados.
O papel da alimentação
Outro tema importante presente no texto é a alimentação.
Durante muito tempo, algumas recomendações nutricionais foram apresentadas de forma excessivamente simplificada.
Hoje sabemos que uma alimentação saudável não deve ser baseada apenas na eliminação de um determinado nutriente.
É necessário considerar a qualidade global da alimentação.
Uma dieta equilibrada deve privilegiar alimentos pouco processados, vegetais, fruta, leguminosas, fontes adequadas de proteína, gorduras de boa qualidade e hidratos de carbono adequados às necessidades individuais.
Também é importante prestar atenção ao consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, açúcares adicionados e sal.
No caso da hipertensão, a ingestão excessiva de sódio é particularmente relevante para algumas pessoas.
Por isso, melhorar a alimentação pode ser uma das medidas mais importantes dentro de uma estratégia de controlo cardiovascular.
O teste de tolerância à glicose
O Dr. Lair Ribeiro destaca ainda o teste oral de tolerância à glicose, conhecido pela sigla TOTG.
Este exame pode ser utilizado para avaliar a forma como o organismo responde à ingestão de glicose.
O médico renomado defende também a avaliação da insulina durante este processo, com o objetivo de identificar alterações metabólicas que podem não ser evidentes através de uma simples medição da glicemia em jejum.
É uma questão interessante porque a glicemia é apenas uma parte da avaliação metabólica.
Dependendo do contexto clínico, o médico pode recorrer a diferentes análises para avaliar o risco de diabetes e outras alterações metabólicas.
A interpretação destes exames deve ser feita por um profissional qualificado, considerando idade, histórico familiar, peso, alimentação, atividade física, medicamentos e outros fatores.
A prevenção pode começar muito antes do diagnóstico
Uma das principais mensagens que podemos retirar do conteúdo apresentado é que a prevenção não deve começar apenas quando surge uma doença.
Uma pessoa pode sentir-se perfeitamente saudável e, ainda assim, apresentar fatores de risco importantes.
A pressão arterial elevada é um bom exemplo.
Por vezes, a hipertensão permanece silenciosa durante anos.
O mesmo pode acontecer com alterações da glicemia e da resistência à insulina.
Por isso, medir regularmente a pressão arterial e realizar avaliações de saúde adequadas pode ajudar a identificar alterações numa fase mais precoce.
Quanto mais cedo forem identificados os fatores de risco, maior poderá ser a oportunidade para intervir.
Não interrompa medicamentos por conta própria
Esta é provavelmente a advertência mais importante quando se aborda este tema.
O conteúdo do Dr. Lair Ribeiro apresenta a possibilidade de determinados fatores contribuírem para a hipertensão e discute nutrientes, metabolismo e alterações fisiológicas.
Isso não significa que uma pessoa diagnosticada com hipertensão deva abandonar a medicação.
Os medicamentos anti-hipertensores são utilizados precisamente para reduzir a pressão arterial e o risco de complicações cardiovasculares.
Interromper abruptamente um tratamento pode ser perigoso.
Se uma pessoa pretende reduzir medicamentos ou verificar se uma alteração do estilo de vida permitiu melhorar a pressão arterial, deve fazê-lo com acompanhamento médico e através de medições regulares.
O estilo de vida como parte da estratégia
A hipertensão não deve ser encarada apenas como um problema relacionado com comprimidos.
O estilo de vida tem uma importância enorme na saúde cardiovascular.
Praticar atividade física regularmente, controlar o peso, dormir adequadamente, não fumar, moderar o consumo de álcool, melhorar a alimentação e gerir o stress são medidas que podem contribuir para uma melhor saúde global.
A atividade física é especialmente relevante.
Caminhar, andar de bicicleta, nadar, fazer treino de força ou praticar outras atividades adaptadas à condição física são formas de combater o sedentarismo.
Para pessoas que passam muitas horas sentadas, começar com pequenas caminhadas diárias pode ser uma mudança significativa.
A pressão arterial deve ser acompanhada
Uma das melhores formas de perceber se existe hipertensão é medir a pressão arterial corretamente.
Uma única medição elevada não significa necessariamente que uma pessoa tenha hipertensão crónica.
A pressão pode variar ao longo do dia e ser influenciada pelo stress, cafeína, exercício, ansiedade ou até pelo ambiente de uma consulta médica.
Por isso, quando existe suspeita de hipertensão, o profissional de saúde pode recomendar várias medições ao longo do tempo ou métodos de monitorização mais prolongados.
O objetivo é obter uma imagem mais realista da pressão arterial habitual.
O que podemos aprender com a abordagem apresentada pelo Dr. Lair Ribeiro?
A principal mensagem do Dr Lair é a importância de procurar compreender o organismo para além de um simples número.
A pressão arterial elevada pode estar relacionada com múltiplos fatores e, em alguns casos, podem existir condições subjacentes que merecem investigação.
O conteúdo destaca especificamente:
- vitamina D3
- magnésio
- ácido úrico
- função tiroideia
- resistência à insulina
- glicemia
- alimentação
- excesso de peso
- sedentarismo
- saúde metabólica
É importante, contudo, não interpretar esta lista como uma receita universal.
Duas pessoas com hipertensão podem ter causas e fatores de risco completamente diferentes.
Uma pode ter excesso de peso e sedentarismo. Outra pode ter doença renal. Outra pode ter predisposição genética. Outra pode estar a tomar medicamentos que influenciam a pressão arterial.
É precisamente por isso que a avaliação individual é tão importante.
Conclusão
A hipertensão arterial é um problema de saúde que merece ser levado a sério, mesmo quando não provoca sintomas.
O Dr. Lair Ribeiro levanta uma questão pertinente: quando uma hipertensão é considerada “idiopática”, será que todas as possíveis causas foram realmente investigadas?
Na sua abordagem, são destacados fatores como a vitamina D3, o magnésio, o ácido úrico, alterações da tiroide e problemas metabólicos relacionados com a insulina e a glicose.
Mais do que procurar uma solução única, a mensagem pode ser interpretada como um incentivo para olhar para a saúde de forma global.
A alimentação, a atividade física, o peso corporal, o sono, o stress e o acompanhamento médico fazem parte de uma estratégia muito mais ampla de prevenção cardiovascular.
Também é importante perceber que suplementos como vitamina D ou magnésio não devem ser utilizados indiscriminadamente. A existência de uma deficiência deve ser avaliada de forma adequada e qualquer tratamento deve considerar as características individuais de cada pessoa.
A hipertensão pode ser silenciosa, mas as suas consequências podem ser graves. Por isso, medir regularmente a pressão arterial, realizar os exames recomendados e manter um estilo de vida saudável são atitudes muito mais importantes do que esperar pelo aparecimento de sintomas.
A grande lição que podemos retirar do conteúdo apresentado é simples: não devemos olhar apenas para o número da pressão arterial, mas tentar compreender o conjunto de fatores que pode estar a influenciar a saúde cardiovascular.
E, sobretudo, qualquer alteração no tratamento da hipertensão deve ser feita com acompanhamento de um profissional de saúde.
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