O micro‑ondas é prático e rápido — mas, segundo Lair Ribeiro, o uso frequente para preparar ou aquecer alimentos pode comprometer a qualidade nutricional das refeições, especialmente quando se trata de alimentos ricos em proteína (como leite, carnes, ovos).
O argumento principal é que o calor e a rapidez do aquecimento no micro‑ondas podem causar desnaturação das proteínas — ou seja, alterar a estrutura natural da proteína, o que reduziria o seu “valor biológico” e, consequentemente, sua capacidade de cumprir funções essenciais no corpo (regeneração celular, produção de hormônios, imunidade).
🔬 O que significa “desnaturar proteína” no contexto apresentado
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“Desnaturação” refere-se a uma mudança estrutural na proteína — por exemplo, a proteína do leite, originalmente em estado “terciário”, passaria a outro estado (“secundário”) quando submetida ao calor intenso do micro‑ondas. Essa alteração estruturada comprometeria a sua função biológica.
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O autor sugere que essa modificação pode causar perda de qualidade nutricional, textura e digestibilidade da proteína, tornando‑a menos eficaz para os processos corporais.
⚠️ Quais os supostos riscos de consumir regularmente alimentos aquecidos no micro‑ondas
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Lair Ribeiro afirma que uma dieta baseada predominantemente em alimentos preparados no micro‑ondas — especialmente se rica em proteínas — pode levar a deficiências funcionais: menor eficiência na regeneração celular, imunidade comprometida, pior cicatrização, etc.
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Ele também alerta para possível sobrecarga digestiva: proteínas desnaturadas poderiam exigir mais esforço do fígado e intestino, com impacto negativo no metabolismo. Isso poderia resultar em sintomas como inchaço, má digestão, fadiga ou absorção deficiente de nutrientes.
🍲 Recomendações de preparo para preservar qualidade nutricional
Segundo o artigo, para reduzir os riscos potenciais relacionados ao uso frequente do micro‑ondas, vale considerar:
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Dar preferência a métodos de cocção menos agressivos: vapor, cozimento lento, grelhados suaves, assados em baixa temperatura.
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Se usar o micro‑ondas, adotar práticas mais “suaves”: evitar superaquecer, usar recipientes adequados (sem plástico não indicado), aquecer porções menores para facilitar aquecimento uniforme, e sempre que possível preparar os alimentos na hora.
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Buscar equilíbrio: não eliminar o micro‑ondas completamente, mas combiná‑lo com alimentos frescos e preparações variadas.
🧪 O que a ciência mostra (visão crítica / considerações externas)
Para contextualizar: há pesquisas e análises de especialistas que questionam ou relativizam os riscos atribuídos ao micro‑ondas — e trazem as seguintes observações:
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A radiação emitida por fornos de micro‑ondas não é ionizante, ela apenas faz as moléculas de água vibrarem e gerar calor — e esse tipo de radiação é considerado seguro, desde que o aparelho esteja em bom estado.
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Sobre preservação de nutrientes: alguns estudos apontam que o micro‑ondas, devido à rapidez do aquecimento e menor uso de água, pode preservar melhor certas vitaminas e compostos sensíveis do que métodos tradicionais como fervura prolongada.
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As perdas nutricionais — seja de proteínas, enzimas ou vitaminas — variam muito conforme o alimento, o tempo/potência usados e o método de preparo.
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Outro risco apontado por outras fontes não diretamente ligado às proteínas: aquecer certos alimentos (como raízes ou cereais) em altas temperaturas pode favorecer a formação de compostos como acrilamida — embora evidências de risco para humanos sejam limitadas.
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Quanto ao uso de recipientes, há consenso de que plásticos não certificados para micro‑ondas podem liberar substâncias químicas (como BPA ou ftalatos), o que pode representar risco à saúde.
🧑⚖️ Conclusão — Como interpretar o alerta do Dr. Lair Ribeiro
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A advertência de Lair Ribeiro sobre micro‑ondas se baseia em uma preocupação real: a possibilidade de redução da qualidade de proteínas por desnaturação, especialmente em dietas que dependem muito de alimentos prontos ou aquecidos rapidamente.
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Porém, as evidências científicas sobre os riscos associados ao uso de micro‑ondas não são tão definitivas — depende muito de que alimento está sendo aquecido, por quanto tempo, com que potência, e que recipiente é usado.
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Ou seja: o micro‑ondas não precisa ser abolido automaticamente, mas convém usá‑lo com consciência. Alternar preparos e priorizar alimentos frescos ou métodos mais suaves de cocção pode ser uma abordagem mais equilibrada.
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Se você consome regularmente proteínas (leite, carnes, ovos) ou tem necessidades elevadas de nutrientes (idosos, atletas, em recuperação), pode valer a pena dar atenção especial à forma de preparo — seja evitando o uso intensivo de micro‑ondas ou combinando com métodos que preservem melhor a qualidade das proteínas.
