Conto: “A trama mágica serpenteia os becos”

[ad#admin]

Custou até que a trilha marcada na grama pálida de outono os mostrasse alguma coisa no caminho, mas enfim, o momento chegou. Suas pernas cansadas tremiam a cada passo dado, e a força usada para realizá-los era considerável. A grande cidade de Zian, que se e estende aos pés das colinas do despertar, estava oculta por magia, de fato que apenas Azrael conseguiu enxergá-la (isso explicou o fato de Alannah não tê-la encontrado durante esse tempo que permaneceu acampada nas redondezas). E o jovem mago ajudou que seus amigos a avistassem também. Ainda era de manhã quando todos respiravam aliviados ao enxergar Zian.

Enquanto se aproximavam, podiam avistar a imponência da grande escola arcana, que se erguia de forma majestosa a ponto de ser avistada pelo lado de fora das muralhas. As muralhas de pedra polida se erguiam por mais de 9 metros, e a vigília acontecia tanto dentro quanto fora da cidade. Torres eram posicionadas além das muralhas e soldados disciplinados formavam um perímetro em guarda, inertes e fincando com ambas as mãos suas espadas ao solo. Fora custoso convencer os guardas hostis a permitirem a passagem de todos, mas com dificuldade, a permissão fora concebida (deixando claro que abriram tal exceção pois estão em época de feira arcana). Normalmente apenas membros de cidades que estabelecem relações comerciais com Zian são aptos a entrar, mas uma exceção fora aberta ao grupo do norte que tanto viajou.

A partir do momento em que os grandes portões foram empurrados pelos guardas, e os pés tocaram o chão de pedra pavimentada, o cansaço fora substituído por um alívio ainda maior. O sol da manhã banhava as grandes construções, e todas apresentavam um ornamento exótico só conhecido em Zian. Seus olhos se perdiam contemplando os edifícios a cada passo dado no distrito em que se encontravam (o que leva ao portão norte), mas as placas em Damaran (língua falada nas regiões locais) eram ignoradas por todos, com exceção de Balthar (o elfo aprendera esse idioma em uns de seus muitos estudos na floresta da fronteira). As ruas eram apertadas naquele distrito, e isso somando-se a multidão que se movia pelas mesmas, tornou a caminhada um tanto quanto cansativa. Eram poucos os passos dados sem que fosse preciso se esquivar de alguém ou até mesmo esbarrar. Cavalos e carroças não eram vistos, o que os fez crer que possivelmente transitar com eles não era permitido naquele distrito, já que era notoriamente inviável. No meio as muitas pessoas que eram vistas, algumas eram estrangeiras, isso era facilmente notado pela cor da pele morena de alguns (muitos dos homens ali presente vieram do sul, possivelmente para essa tão comentada feira arcana), e inclusive magos (estes transitavam com seus trajes exuberantes e familiares presos em gaiolas).

Entre uma construção e outra, becos eram formados, mas em cada rua um soldado transitava com a mão na empunhadura de sua espada, com os olhos atentos a possíveis infratores. E, por trás das belas construções ornamentadas e do fluxo intenso de pessoas, ainda era possível ver o topo da majestosa escola de magia. Ela se erguia muito distante dali, provavelmente em outro distrito, mas era impossível não percebê-la. A escola, que possuía também o título de maior construção de Zian, poderia ser vista de qualquer lugar da cidade, equivalendo-se com a altura das colinas do despertar (atrás da cidade). Grandes fragmentos rochosos pairavam ao lado do ultimo andar da imensa torre arcana, e estas rochas erguiam pequenas construções, o que fez Alannah crer que poderiam ser os abrigos de muitos magos influentes da localidade. O grande Aman Neventher, gestor da escola arcana, também possui o título de membro principal do corpo governamental magocrata de Zian e o status de ser o melhor discípulo de Vangerdahast (mago conselheiro de Cormyr).

Com ajuda de Balthar, todos conseguiram encontrar uma estalagem. A caminhada até encontrá-la durou pouco mais de uma hora, e por sorte encontraram uma com vaga, pois, segundo o estalageiro da mesma, muitas das hospedarias locais estavam superlotadas devido a feira arcana. No conforto dos quartos, todos puderam descansar os pés que, com calos, ansiavam por isso há muito tempo. A cabeça de cada membro da sociedade do escudo estava leve, e cansada demais para dar atenção a preocupações, com exceção da de Alannah. É fácil se perder na cidade, principalmente em épocas de feiras arcanas, cuja população aumenta. Logo, achar a residência do velho Bazinsky (homem que resultou na viagem do grupo até Zian) não seria nada fácil. Havia uma imensa cidade em volta daquela pequena estalagem, e sua imponência majestosa mostrava a todos ali dentro o quanto eles eram pequenos.

Bem vindos a Zian! E lembrem-se, a magia nasceu para todos, mas nem todos nasceram para a magia.

Autor: Matheus Marraschi


Author: naldoescritor

Share This Post On

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *