Ser jovem e evitar a crise

Um dos temas mais na moda nos dias de hoje é a crise, a crise social, a crise financeira, a crise mundial… a palavra crise está espelhada por todos os lados, desde o rádio do nosso despertador até às linhas dos nosso jornais, passando pelos televisores de nossa casa.

Muitos dos jovens das gerações anteriores cometeram diversos erros pelos quais se está a pagar nos dias de hoje. Desde os cursos sem futuro profissional, passando pelas dívidas desnecessárias à banca (para o carro, para a casa, para as férias!!!) acabando na falta de cultura de poupança.

A juventude que tem hoje menos de 30 anos tem a vida mais dificultada, pois a banca não empresta dinheiro nem para comprar pão, os bons empregos já são uma raridade e o custo de vida está cada vez mais elevadíssimo.

O primeiro passo para se contornar a crise, ou se preferirmos, para sentir o menos possível os seus efeitos, passa pela nossa formação. Hoje em dia pode parecer quase ridículo dizer que a nossa formação é o nosso melhor investimento pois os empregos são cada vez menos remunerados. É necessário fazer ver os adolescentes que hoje têm os seus 15 anos de que uma boa formação é a base para a nossa estabilidade no futuro e que o conhecimento é cada vez mais uma arma muito importante nas sociedades mundiais.

Quanto aos mais velhos, a formação pode ser o “refrescar” de conhecimentos outrora adquiridos e já esquecidos, pode também ser o conhecer novas ferramentas de trabalho que nos possam abrir novas janelas para o futuro… uma pós-graduação, uma acção de formação, são sempre experiências que nos valorizam muito.

Outro factor que nos pode ajudar a atravessar esta crise sem grandes danos passa pela cultura da poupança… sim, porque se há 20 anos os nossos avós tinham a mentalidade de trabalhar e poupar para a casa ou para a doença , as gerações de hoje têm a mentalidade oposta de trabalhar para sustentar os seus vícios.

Com isto pretende-se dizer que é importante ter noção de que os azares acontecem na vida e é importante ter-se sempre algum dinheiro para se puder fazer face às eventualidades que possam surgir. Uma boa forma de se poupar pode passar por resistir à febre dos saldos, por deixar o carro na garagem e ir à padaria a pé ou até simplesmente deixar alguns trocos no mealheiro.

Os dias não estão fáceis, contudo a situação actual irá dar a volta e é vital que as gerações mais jovens tenham a capacidade de fazer inverter o rumo das coisas, não só ao nível financeiro, mas também social.


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