Pensamentos de uma apaixonada

Nasci, cresci e aprendi…

Olhei, copiei e desvalorizei…

Tudo leva o rumo certo até que somos “atropelados” pela dita sociedade, e somos arrastados por essa multidão, tendemos a olhar ao nosso redor, absorver a informação que circula em todas as direcções e segui-la, formando assim o chamado pensamento comum, que hoje em dia é muito usual, se ao nosso lado se queixam da vida, tendemos a achar que a nossa também não é bem como desejamos, mas afinal, alguma coisa é como se deseja sem que se lute por ela?

Nem sempre é fácil, mas também se o fosse perderia todo o gosto que nos dá quando se atinge algo que se espera e se tem lutado… tendemos a desistir, só porque a crise corre o mundo e é o motivo de muitas conversas em todo o lado.

Quando nasci e cresci o importante era o sorriso dos que amava, mesmo sem ainda perceber muito bem o que isso significava, uma mão, um beijo, um carinho, era o necessário para no meu rosto aparecer um sorriso, e meus olhos brilharem de felicidade,
Fui crescendo, e ao contrário do que esperava passei a dar valor a coisas menos importantes, saídas, restaurantes, centros comerciais, cinemas…

Até que parei… e pensei…

Tudo aquilo de que me recordo da minha infância e adolescência são pessoas, momentos especiais, sentimentos verdadeiros, os sítios, os transportes usados, o dinheiro que havia na carteira, tudo isso não passava de cenários ou coisas não importantes, não marcantes…

Aprenda o que quiser. Milhares de cursos incríveis para escolher.

Agora tendemos a dar valor aos carros, contas bancárias, jóias, e deixar para fins de lista, sentimentos. Depois pensamos, que não somos felizes, que a vida não nos corre bem, que estamos no meio de uma crise universal, mas …. Classes baixas ou mesmo médias baixas sempre viveram em crise e nem por isso deixam de ser felizes, aprendem a viver o dia a dia com aquilo que têm, e dar valor a pessoas e sentimentos e é com isso que se tornam pessoas completas, pessoas felizes.

Tenho quase 23 anos de existência, e os momentos que mais me fazem falta foram há cerca de 9 anos atrás, quando não tinha nenhum bem, apenas tinha o verdadeiro amor de alguém que dava sem pensar no receber, alguém que foi, é e será o motivo de muitos sorrisos no meu dia a dia, porque mesmo quando tudo está prestes a ruir é aquele abraço que desejo, e o mundo pára, sim quero o mesmo que toda a gente, uma boa vida, só que aprendi que essa boa vida varia de pessoa para pessoa, cada um deve estipular prioridades, a minha prioridade é ter esse verdadeiro amor do meu lado, porque sem isso, mesmo o mais doce dos sabores me vai saber a amargo.

O dinheiro é importante, a crise existe, não há contos de fadas, o que é preciso é aprender a gerir, tanto o dinheiro, como o rumo que queremos que a nosso vida siga, lutar pelos objectivos e ter prioridades definidas, dar valor às pequenas coisas, e aproveitar as pedras que nos fizeram tropeçar para nos erguermos mais um pouco.

Author: Anitah

Share This Post On

Comentários

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *