Algumas teorias de psicologia infantil afirmam que, desde os primeiros dias de vida, os bebês fantasiam com as mais diversas situações. E, embora sua atividade mental seja ainda muito primitiva, é a partir de estímulos recebidos pela família e pessoas do ambiente em que vivem que a crianças começam a desenvolver sua imaginação.
Quando existe a brincadeira de imaginar, a criança se transforma no que acredita ser real. Ela tem a criatividade de inventar e transformar objetos em diversão. Um cabo de vassoura, por exemplo, pode virar um cavalo de corrida, uma simples fantasia dos backyardigans transporta a criança para seu mundo de fantasia. É uma forma de aprender, ela cria novas situações e se põe dentro delas.
Além disso, há uma busca de cúmplices, que participem da fantasia. É onde entram os pais, que devem ajudar os filhos a pôr os pés no chão, recorrendo a argumentos “lógicos”, para explicar às crianças a diferença entre realidade e ficção.
A partir dos onze meses, os sinais de imaginação ficam mais evidentes, pois os pequenos já são capazes de coordenar gestos, engatinhar e segurar objetos que farão parte das suas brincadeiras.
Entre um e dois anos, a criança já é capaz de expressar sua fantasia através da linguagem e surge a necessidade de se sentir estimulados pelos pais, que aplaudem as gracinhas e os deixam mais empolgados a fazer novamente.
O uso da fantasia para bebê oferece muitas vantagens para a criança, mesmo que as menores. É importante e saudável deixá-los brincar, se vestir e, inclusive, comprar as fantasias de personagens que eles estão acostumados a ver nos desenhos, gibis e filmes.
Isso desenvolve a percepção e ajuda a criança a criar esse mundo imaginário. Afinal, não importa a idade, o ser humano precisará sempre de uma válvula de escape para fugir da realidade, e nada melhor do que a própria imaginação para ajudar nessa fase.

