Novo estilo de vida devolve saúde a jovem brasileira

Ainda jovem, a carioca Stefanie Joho tinha acabado de se formar e trabalhava com marketing digital em Nova York quando, aos 22 anos, foi diagnosticada com um câncer muito agressivo. Em menos de cinco dias ela se submeteu a uma cirurgia para a retirada do tumor no intestino e, acreditando que o problema tinha sido resolvido, voltou à vida normal. No entanto, ela acabou sendo surpreendida oito meses depois. Com o câncer em um estágio mais avançado, nem uma nova cirurgia e a quimioterapia foram suficientes para frear a doença. Desenganada pelos médicos, que diziam que a medicina convencional não tinha mais solução para o seu caso, Stefanie apostou então em uma mudança radical no seu estilo de vida.

“Foi muito difícil ouvir dos melhores médicos que eu só tinha alguns meses de vida. Depois dessa consulta fiquei uma semana de cama. Só queria morrer”, lembra.

nova dieta e estilo de vida saudável

Pesando 45 kg, ela conta que não tinha energia para comer, e sentia muita dor. “Minha mãe falava que durante a quimioterapia via a minha vida sair pelos meus olhos. Eu sentia que estava ingerindo um veneno que matava tudo dentro de mim”, afirma.

Amparada pela família, meses antes, Stefanie já havia começado algumas mudanças na sua rotina para tentar fortalecer o seu sistema imunológico. “Minha alimentação não estava horrível, mas não era a melhor. Me cobrava muito e achava que era da minha personalidade. Coloquei a culpa na genética, mas percebi que não adiantava cuidar dos sintomas, se não descobrisse a raiz do problema. Não entendi isso até que o meu corpo não aguentou mais”, diz.

Foi então que os pensamentos positivos, a ioga, e uma dieta à base de alimentos alcalinos entraram de vez para a sua recuperação. Junto com as mudanças, ela começou um tratamento experimental baseado na imunoterapia. “Cortei tudo de origem animal e açúcar, inclusive frutas. Bebia cerca de seis sucos verdes por dia, comia muitas castanhas, sementes, legumes e verduras. Para limpar a casa usávamos apenas vinagre, e passei a usar cosméticos naturais. Depois de um mês já estava me sentindo melhor e, após três meses, o tumor diminuiu 60%. Cheguei a chorar quando senti fome pela primeira vez após muito tempo em quimioterapia, que me deixava sem vontade de comer”, relata ela, hoje aos 26 anos e “curada”.

 

Cautela. A psicóloga hospitalar Juliana Ono Tonaki vê com cautela essas “receitas”. Para ela, a forma como o paciente lida com as doenças influencia diretamente na adesão ao tratamento e no nível de tolerância aos efeitos colaterais, mas não necessariamente garante o sucesso. “O câncer é multifatorial. Se dependesse só do humor seria fácil achar a solução. No entanto, alguns conceitos da psicoimunoneurologia considera que as emoções (estresse e depressão) têm um efeito no sistema imunológico e podem contribuir com o desequilíbrio do organismo”, diz.

Mas ela pondera: “Achar um sentido para a vida ajuda suportar muita coisa”, diz a especialista do Instituto do Câncer de São Paulo.

 

A Dieta Alcalina

Assim como os mecanismos que regulam a temperatura, o nosso organismo também tem formas para manter um valor de alcalinidade do sangue em torno de 7,3 de pH (potencial hidrogeniônico – índice que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer). E, um dos fatores que determinam o pH do sangue é o alimento ingerido.

Por isso, segundo a nutricionista Ana Paula Fidélis, muitas pessoas defendem o maior consumo de alimentos alcalinos, assim como a própria Stefanie Joho. “Sabe-se que a alteração no pH sanguíneo está comprovada com maiores riscos de desenvolver doenças, dentre elas o câncer. Essa alteração também provoca uma mudança a nível celular da forma como as células ‘respiram’”, afirma. De acordo com Ana Paula, diabetes, câncer, Alzheimer e Parkinson são algumas das doenças associadas a um pH com caráter mais ácido.

Para ter uma dieta mais alcalina, a nutricionista indica o maior consumo de alimentos como: semente de abóbora, lentilha, cebola, batata doce, inhame, brócolis, couve, salsa, rúcula, mostarda, abacaxi, melão, tangerina, e temperos como alho, pimenta, canela e gengibre. Açúcar, carnes vermelhas, farinha, café e leite são alimentos mais ácidos e devem ser evitados.

CLIQUE AQUI Para Saber como Funciona a Dieta Alcalina

 

Minientrevista – Ana Paula Fidélis – Nutricionista

Existe uma proporção ideal para o consumo desses grupos de alimentos (alcalinos e ácidos)? 

Nosso corpo precisa de constante variação. Se a pessoa ingerir com moderação os alimentos ácidos, então, o corpo terá uma propensão a alterar o pH. Isso será de acordo com a quantidade e exposição desses alimentos. A porção varia de acordo com cada pessoa, atividade física etc.

É possível viver só à base da dieta alcalina? Existe algum risco nutricional?

Não há risco para o equilíbrio dessa alimentação. Muitos alimentos que favorecem esse pH mais ácido não são saudáveis. Caso a pessoa queira, é possível viver sem o leite e derivados, basta procurar um profissional adequado.

Author: admin

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