Querido leitor, pare! Olhe á sua
volta! Está a ver? Hum, parece que não, agora olhe e observe verdadeiramente
com atenção tudo que se encontra em seu redor… agora já vê? Pois era isso que
eu esperava que visse, um país medroso, um país onde o povo tem medo de
expressar as suas ideias, um país de falsas escolhas. É vergonhoso não é? Pois
também acho que sim, mas mais vergonhoso é pensar que maioria da população
reclama mas chega ao fim, vota naquele partido que apenas fez campanha festeira
e que no fim de contas, saberemos que não fará nada pelo nosso país, além de
afundar cada vez mais e fazê-lo cair na boca do povo pelas piores razões.
Então, agora que viu tudo, repare e veja como eu a forma mais correcta de
descrever Portugal…
1º)
Portugal = país onde o povo leva
pontapés no cu e mesmo assim faz festa com aquele que lhe pontapeia durante
todo o seu “reinado”.
Ou
2º)
Portugal = país onde o rico
torna-se mais rico e o pobre torna-se mais pobre, país onde o remediado
trabalhador torna-se pobre e o remediado ladrão torna-se rico.
Ou
3ª)
Portugal = país onde o 1º
ministro dá um passo de coelho sempre que põe em prática tudo que criticou do
partido anterior até ao momento.
Agora percebendo todo este
significado, na 1ª descrição, Portugal poderá ser comparado àquelas pessoas que
são adeptas do masoquismo, são tratadas com violência e mesmo assim adoram
lamber os pés de quem as maltrata. Desta forma, passamos para a 2ª descrição,
nesta descrição, Portugal pode ser comparado á música “Pobre dos ricos”
da Floribella.
“…Pobre dos
ricos que tanto tem
Mas pra que serve tanto dinheiro?
Faltam os sonhos
Falta vontade
Faltam o tempo e a liberdade
Vivem com medo de perder algo
Sobra arrogância, sobra ganância
Faltam o tempo e a esperança
Faltam a brisa e o sol da manhã
Pobre dos ricos que não conhecem toda magia da liberdade…”
Pois claro, por
pensarem na felicidade do pobre, é que não o ajudam, mas tenham calma, pois é
só para cuidar da felicidade do pobre português. Vá, já reparou? E se você
tivesse muito dinheiro, veja só se fosse rico… não seria feliz, já viu? Ser
pobre em Portugal até que tem as suas vantagens, é feliz, é como vinho, muito
bom quando é pisado, assim é mais tradicional.
Deixando a música da Floribella,
terminamos com a 3ª descrição sobre Portugal, onde comparamos sem pensar muito,
o nosso país àquela música do coelhinho.
Querido leitor, está a ver qual é
a música? Sim é essa, aquela que tem o refrão…”… dou saltos bem altos, eu
sou um coelhinho…”,”…eu sou um coelhinho que de tudo sou capaz…”. Pois é,
parece que o nosso 1º ministro dá saltos muito altos, mas só para o bem dele
próprio, porque para o bem da população portuguesa, eu acho que isso ele não
fez mas se fez, precisamos de uns óculos para ver melhor o que esse senhor da
política está a fazer por nós, pois sem os ditos óculos, não conseguimos ver
nada de bom para toda a população portuguesa.
Vá, mas Portugal não está tão
mal, como os antigos dizem, a esperança é a última a morrer… Azar é que eu não
tenho o nome de Esperança, parece que eu morrerei antes dela. Bem, por este
andar morrerei antes da esperança, antes que a crise evapore e antes que o
coelhinho seja servido á moda do caçador.

