Set 18, 2010
Talvez seja tudo um pouco abrupto, mas por algum sítio teria de começar…
Quiçá o anterior não conte, ou melhor, só conta, suponhamos, desde o Homem de Atapuerca, ou talvez, desde que um tal Abel foi morto por Caim, ou desde que Darwin falou da Evolução, daí, porque não, só desde que Noé encheu o barco, podemos baralhar e especular com ou sem fundamentos válidos, sempre que precisemos de justificação e desresponsabilização dos nossos actos; mesmo assim não acertamos.
Ainda está tudo em aberto, podem e devem arriscar alguma teoria (alienígena, talvez, menos popular). Barafustem, barafustem à vontade, eu tenho a minha teoria, vocês façam contas.
Tudo se disse sobre quão sábia é a Natureza.
Muito se fala sobre códigos genéticos, evolução, ou será degeneração espontânea.
Controvérsia a mais sobre a Génesis, o Big Bang. Um Poder. Um Deus de vários Nomes, muitos Verbos, o mesmo Credo: ” Paz, Pão, Trabalho, Escola, Saúde, Habitação, Liberdade”, “Orado e também cantado em muitas línguas” (entre nós, até por Sérgio Godinho).
Preces, choros, oferendas, promessas, juras e Fé. Não contam.
Globalizado, atomizado, esventrado, fragmentado, ensanguentado, empobrecido, violado e saqueado planeta. Política. É.
Desconhecido, desértico, seco, estéril, vazio, sujo e marginalizado ecossistema. Hipocrisia
Agora, cruzadas ambientalistas.
Fome, morte, roubo, miséria, doença, guerra e escravidão nesta terra, Felonia.
Velho Mundo, Novos Mundos, Culturas milenares, Civilizações burladas, descapitalizadas, decapitadas, cegas, Falência.
Crise de valores, imoralidade, oculta-se a verdade, muda-se a vontade, premeia-se o tirano, laureando os falsos mártires da Paz, mutila-se a pureza e cega-se a inocência, radicaliza-se a Liberdade, dogmatiza-se a opinião.
Incongruências do sistema, perdeu-se o anunciado fim do mundo, as máquinas taparam velozes o buraco do 2º Milénio, já ecoam novos cânticos à chacina, desconhecidos profetas oferecem a salvação financeira, já temos anticristo, chama-se Maddof, entregue pela família para 150 anos de condena e tivemos um judas, fiel até ao fim, ao vil metal, que desta vez não vendeu Um e enforcou-se; mas que enganou alguns, vendeu muitos, não se arrependeu e milhões ficaram com o pescoço na forca, de sua graça JUDAS W. BUSH. Fundamentalismo texano. Mentira Europeia. Vergonha Global. É.
Talvez tudo isto não conte, se calhar tudo está bem, eu é que perdi a conta, mas tenho uma teoria:
Partindo do princípio de que todos os factos contam e são relevantes e condicionam a nossa existência passada, presente e futura, devo argumentar, com seriedade e rigor, e apresentar “o Facto”.
Aconteceu um erro grave, ironicamente grave: o Homem ou, mais exactamente, o Manual de Instruções do homem.
Digamos “a falta do mesmo”. O Indivíduo nasce desprotegido, sem garantias (outro erro! Outro?), impossível, tudo está computorizado e em rede.
Dependente e frágil e, para mal da Humanidade, sem o tal manual – Inconcebível – Que fazer? Quando fazer? Como fazer? Ou, será que há algo a fazer? Por tentativas, Ciência instantânea, acaso ou acerto, simplesmente, desenvolve-se e sobrevive, anónimo, comum, fugaz, sem rumo, manipulável, dispensável.
Só, eclipsado pela noite dos Tempos, para finalmente converter-se na luz de uma nova Era: a Sociedade, evolutiva, misógina, consumista, egoísta e implacável.
Ora, assim o manual já não faz sentido, ainda não conta, ou conta?
Aceito sugestões, vamos lá. Vejamos: somos o expoente genético mais perfeito e evoluído entre as espécies, de instintos depurados e surpreendentes, predador impiedoso e assoberbado.
Jogador de um jogo de auto destruição único: Aniquilação de corpo e espírito. ONU. UNICEF. UNESCO, etc. Protegem o quê?
Rítmica. Imperturbável, colectiva e orgulhosamente só, em poucos instantes geológica e antropologicamente falando, esta sociedade acaba com triliões de anos de evolução, para além dos milagres e considerações de ordem espiritual e religiosa das que também não sai ilibada, (há desculpas vario pintas, de e para todas as linhas de Pensamento), sem remorsos, com filosofia, amnésica, com a inevitabilidade peculiar de séculos de factos consumados e douta na arte da manipulação, faz política da sua máxima “a ignorância é o primeiro passo no caminho para a felicidade; mantê-la é prioritário”. Procurando a partilha de culpas global, esquece o essencial: corrigir o erro.
Corrigir o erro, elaborando um livro de instruções, o tal manual entregue à nascença, protegendo o indivíduo, preparando-o para o futuro, educando-o no respeito ao planeta onde nasce e ao seu semelhante, ensinando-lhe desde tenra idade que os recursos naturais são finitos, como o indivíduo.
Aprender a conviver com sustentabilidade, fortalecendo as fragilidades do seu Credo e o insofismável direito ao conhecimento, e poder melhorar o seu entorno social e pessoal, ter igualdade de oportunidades e liberdades, e assim, corrigindo o erro.
Fazer com que cada indivíduo conte e aspire a um mundo melhor, como eu, que hoje, já um pouco tardiamente, pretendo para os meus filhos e os descendentes dos seus descendentes, que contem e tenham algo para contar
Mas para isso, por favor é urgente e sem demoras, pois amanhã já é tarde; devemos corrigir este erro e fazer o manual.
Bela teoria, conta ou não conta? Ora, digam lá.
Contas feitas, já vamos em 6,6 biliões de indivíduos e o mesmo erro.
“Saludos” para todos, MMM.


chevere, papito