Conhecendo um pouco da Parapsicologia

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Há quem pense que fenômenos como casas mal-assombradas, objetos que se movem sozinho, premonições ou aparições de fantasmas são coisas absurdas, que só existem em filmes ou na literatura. Entretanto, existe uma ciência que estuda esses e muitos outros eventos misteriosos que ocorrem em nosso mundo. Seu nome é “parapsicologia”.

Defini-la não é fácil. Para alguns, trata-se de uma pseudociência, outros a transformaram em bandeira esotérica, mas existem pesquisadores sérios que, através de métodos científicos, investigam os chamados “fenômenos misteriosos”. Ao que parece é o objeto de estudo que serve para definição comum de parapsicologia. Todos concordam que ela trata cientificamente da análise fenomenológica do que ocorre, em nosso mundo, eventos à margem da normalidade. Como ciência, ela nasce oficialmente, em 1953, no Congresso Internacional de Parapsicologia em Utrech. Por vezes, interage com outros campos do saber, como física, química, biologia, psicologia ou mesmo áreas mais abrangentes: o bom parapsicólogo tem conhecimento de antropologia, história das religiões, conhece um pouco de prestidigitação e ilusionismo.

Porém, quando partimos para explicar as causas desses fenômenos misteriosos, não existe unanimidade. Existe o ramo, evolucionista que procura ver os fenômenos psi como aperfeiçoamento de habilidades latentes do ser humano; alguns os enquadram no âmbito físico-químico-biológico, provenientes de distúrbios hormonais; há a vertente místico-esotérica que afirma que eles são efeitos da essência espiritual do ser humano; e, por fim, existe a corrente psicologista, a qual interpreta a fenomenologia parapsicológica como potencialidade do inconsciente – diz-se que, em geral, o agente psi sofre algum tipo de problema psicológico seja de ordem orgânica ou emocional (carência afetiva, inveja, desejo de chamar atenção, de vingança etc.).

A classificação do objeto de estudo da Parapsicologia também não é unânime. Apenas de forma didática, utilizaremos uma divisão tripla dos fenômenos levando em consideração seus efeitos.
Existem os fenômenos de efeito psíquico, como a adivinhação do pensamento, telepatias, premonições. Durante muito tempo, negou-se a existência de fenômenos dessa ordem até que os milhões de experimentos realizadas por Joseph Banks Rhine, através das famosas cartas Zener, comprovaram a percepção extra-sensorial, com uma probabilidade superior a muitas das teorias da Física ou da Biologia hoje aceitas.

Existem fenômenos cujo efeito é físico, como levitações e objetos que se movem sozinho. A corrente mais esotérica defende que eles são resultantes das ações de espíritos dos mortos, anjos ou demônios, fenômenos conhecidos como poltersgeist (que significa, literalmente, “espírito brincalhão”). Já a vertente mais materialista teoriza sobre a existência de uma força física, “expelida” pelo inconsciente, denominada “telergia”, capaz de atuar sobre os objetos em um raio nunca superior a 50 metros de distância de uma pessoa. Essa, por assim dizer, “força psíquica”, geralmente invisível, poderia erguer objetos (telecinesia) ou o próprio dotado (auto-levitação), ou ainda produzir luzes (fotogênesis), sons de pancadas (tiptologia), vozes (psicofonia), calor ou frio (termogênese), influenciar na desestruturalização sub-atômica das moléculas da matéria a ponto de fazer determinado objeto desaparecer e reaparecer em outros locais (aporte). Em alguns casos, a emissão telérgica pode ser modelada pela mente do dotado, transformando-se em figuras, daí o surgimento de fantasmas e vultos, ou mesmo ser capturada por câmaras filmadoras ou fotográficas (escotografia). A comprovação destes fenômenos é muito mais controversa que a dos primeiros, tanto que, existem estudiosos da Parapsicologia que negam sua existência, devido ao grande número de fraudes e também porque não podem ser reproduzidos a bel prazer em laboratório.

Por fim, os fenômenos que mesclam os efeitos psíquicos com os físicos, portanto, são de natureza mista. Aqui se encaixam as diversas formas de curandeirismo, as práticas dos faquires indianos, os chamados “estigmas de Cristo” e aquelas pessoas que são capazes de passar anos sem ingerir nenhum tipo de alimento (tecnicamente chamado de “inédia”).

As explicações mais racionalistas admitem que a origem destes fenômenos são de ordem humana. A pessoa que os provoca recebe denominações diversas: dotado, metagnomo, paranormal, agente psi, epicentro. As crenças populares os chamam de videntes, místicos, faquires, endemoniados, possessos, santos.

Seja como for, ainda existe uma confusão entre o profissional de parapsicologia com supostos “caça-fantasmas”, alguns acham que o paranormal é um parapsicólogo especialista nas coisas do outro mundo. Há muitas pessoas que se aproveitam da ignorância alheia seja se utilizando de truques e fraudes nos fenômenos ou se passando por profissionais da área.

É importante saber que existe um código de ética entre os parapsicólogos e que a ciência é regulada por instituições específicas. Também devemos ter em mente que tais fenômenos psi são raros e, na maior parte das vezes, as explicações são de âmbito natural.

Sou da opinião que por traz desses fenômenos misteriosos sempre existem pessoas vivas que sofrem de algum mal interior. Nossa mente tem potências ainda não completamente compreendidas. Fenômenos psi podem ser o pedido de socorro, uma válvula de escape. O grande público não sabendo lidar com isso, admira, exalta, chega a prestar culto muitas vezes, criando um ciclo vicioso: o dotado produz, inconscientemente, o fenômeno porque deseja atenção; as pessoas se impressionam com os efeitos; ele gosta da atenção, produz mais fenômenos; aumenta-se a platéia e mais a satisfação do agente psi, mais fenômenos, mais curiosos e assim por diante. Muitas vezes, é necessário tratamentos psicológico e psicanálise.

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Author: SergioGleiston

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