Conheça pessoas que transformaram a sua saúde através da Alimentação Alcalina

A alimentação alcalina evita produtos de origem animal, cozidos, processados, refinados, açúcares, gorduras hidrogenadas, bebidas gaseificadas, álcool e estimulantes

Você já parou para pensar nas reações químicas que cada alimento ingerido produz no seu corpo? Sabia que o pH – índice que indica acidez, neutralidade ou alcalinidade – é alterado no organismo de acordo com o que é nele colocado?

Não é novidade que alimentos industrializados e que diversos ingredientes que os compõem – como estabilizantes diglicerídeos de ácidos graxos, presentes na margarina, e corante caramelo E-150d, encontrado em refrigerantes – prejudicam a saúde. Também já foi dito que o consumo de carne e embutidos pode aumentar o risco de doenças como o câncer, de acordo com relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2015.

“Que o seu remédio seja o seu alimento”, diz a famosa frase de Hipócrates, o pai da medicina ocidental. Mas, além de nutrir o corpo com doses maiores de vegetais frescos e menos industrializados e proteínas animais, há um recorte mais específico da alimentação saudável que promete – e cumpre, segundo seu adeptos – a prevenção e auxílio para a cura de uma série de doenças: a alimentação alcalina.

De diabético a vegano alcalino

Adepto da alimentação alcalina há dois anos, o paulistano Edson Sá já pesou 110 kg, teve asma, bronquite, pedra nos rins, pressão alta e diabetes. Trabalhou durante 30 anos como designer gráfico em grandes empresas e hoje, sem remédios, bombinhas e problemas de saúde, se dedica ao que chama de uma “vida alcalina”: trabalha em casa com a mulher, também adepta, cultiva sua horta e consome apenas alimentos alcalinizantes, em sua maioria crus.

Edson Sá

“Por muito tempo comi peixe, fígado de boi, derivados de leite e já cheguei a comer um quilo de carne por dia, quando fazia musculação”, conta. Desde criança, Edson sofria com falta de ar, tomava remédios de tarja preta e, ao crescer, percebeu que os hábitos alimentares agravavam o problema, além de ter trazido outro. “Todo ano eu ia para o hospital internado com problemas respiratórios e tive pedra nos rins”, relembra.
Para reverter o quadro, faria uma cirurgia em um dos rins, que não foi realizada pois, por ter bronquite, teria uma reação alérgica a um líquido que seria usado no exame. “Comecei, então, a pesquisar sobre cura através de plantas, a experimentar e fui percebendo que os rins e pulmão começaram a melhorar”, afirma.

Edson também começou a diminuir o consumo de carne, até parar de vez. “Percebi que estava comendo coisa morta e que o caminho era comer comida viva”, diz. No entanto, substituiu a proteína animal pela proteína de soja, além de produtos veganos industrializados e, mesmo vegano, começou a aumentar seu peso, até descobrir ter desenvolvido diabetes.

“Quando resolvi dar um basta, na primeira semana cortei o açúcar e emagreci 5 kg, comecei a desinchar e desintoxicar”, lembra. Quando recebeu os remédios para diabetes, os jogou fora. “Concluí que se fui eu o responsável por causar a doença, eu poderia ser o responsável por tirá-la do meu corpo”, diz.

Ao perceber os efeitos benéficos das experiências alimentares no corpo, foi reduzindo o consumo de industrializados até se tornar totalmente adepto da alimentação alcalina. “Ao ver os exames percebia que os problemas iam sumindo, a diabetes sumiu, o acido úrico, colesterol e pressão voltaram a níveis normais”, conta.

Hoje, mantém uma alimentação quase 100% crua, regada a muitas frutas e vegetais, que podem ser aquecidos até 42ºC. “É a temperatura que os lábios e as mãos aguentam e que não mata enzimas e nutrientes”, explica. Ele também consome probióticos, como spirulina, rejuvelac e algas, e mais nenhum medicamento. “Sabia que, se não fosse assim, ficaria a vida inteira tomando remédio sem ficar curado”, fala aliviado.

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Sinais do Alzheimer revertidos

Já Márcia Faro, que mora em Ubatuba, litoral do estado do de São Paulo, passou a introduzir alimentos alcalinos na dieta da sogra Maria Olione, de 59 anos, e acabou também se tornando adepta da dieta.

Dona Maria, como é conhecida, apresentava diversos sinais de Alzheimer – doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes -, segundo médicos, como dificuldades motoras e perda de memória, mas nunca foi diagnosticada oficialmente com a doença. “Ela não conseguia pentear os cabelos, tomar banho, nem se vestir sozinha”, conta a nora. Dona Maria também apresentava diabetes, pressão alta e já havia feito uma cirurgia no coração, após um infarto. “O médico chegou a aumentar a dose dos remédios para três vezes ao dia e ela começou a ficar demente”, relembra Márcia.

Dona Maria
Após aderir à dieta alcalina, dona Maria voltou a andar e comer sozinha, além de fazer exercícios

Após passar mal e desmaiar, dona Maria só queria comer biscoitos cream cracker e café e não conseguia andar sozinha. “Eu tinha que segurar em suas mãos e ir puxando devagar porque ela não lembrava como dava os passos”, conta. “Também usava fraldas descartáveis o dia inteiro e recebia comida na boca, igual neném”.

Márcia passou a pesquisar e oferecer apenas alimentos alcalinos e meses depois notou melhora. “Hoje ainda preciso ajudá-la a tomar banho, pois perdeu a

Márcia e Dona Maria

coordenação motora, mas anda bem, faz exercícios e come sozinha”, conta ela que, entrou em acordo com o marido para tirar os remédios que Dona Maria tomava. “Ele se convenceu após notar a evolução que ela teve”.

Mesmo tendo melhorado, em todas as vezes que tomava alguns dos medicamentos (sete, no total), dona Maria ficava “aérea”, segundo a nora. “Resolvemos testar tirar a medicação e eu passei a medir a glicose e a pressão seis vezes ao dia. Hoje ela não toma mais nenhum remédio e não tem diabetes nem pressão alta”, conta.

Márcia passou a germinar os alimentos – o que potencializa alguns nutrientes -, oferecer também probióticos e a aderir a dieta. “Estamos quase 100% crudívoros e até minhas dores nas articulações melhoraram”, afirma Márcia, que tem suspeita de lúpus, e, junto com a sogra, também consome quase apenas alimentos alcalinos. “Quem conhecia a dona Maria, não acredita que é a mesma pessoa”, afirma.

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