Comportamento Empresarial

Neste artigo vou discorrer sobre um fator que dificilmente é abordado quando se fala em comportamento empresarial. Atualmente está em voga citar como um empregado deve proceder a partir do momento em que for recrutado para uma entrevista e se for aprovado, como deve “ser” e “estar” dentro da empresa. Pouco, porém, se fala sobre como as empresas devem proceder dentro deste mesmo âmbito para facilitar este processo, ou seja, a partir do momento da efetivação da contratação.

É comum ouvir pessoas reclamando que muitas empresas não se preocupam com o famoso feedback pós-entrevista aos candidatos, sobretudo aos não foram aprovados na seleção, o que representa uma gafe empresarial séria, principalmente quando se trata de empresa já conceituada, pois desta se espera mais responsabilidade.

Outro problema identificado é no que tange ao momento da contratação. Não serão levados em conta aqui os procedimentos pertinentes aos trâmites legais de uma contratação, mas o ponto crucial em que o empregado passa a fazer parte de um universo que nem sempre lhe é familiar: a empresa.

Pensando desta forma algumas empresas se preocupam com o que denominamos de “ambientação”, porém na maioria, infelizmente, não se observa o direcionamento no que se refere às orientações sobre os costumes, postura esperada, trabalho a ser desenvolvido, penalidades em caso de faltas leves à graves, conhecimento do Código de Ética ou Código de Conduta internos, os procedimentos de segurança, Estatuto Interno (quando houver), e outros treinamentos que podem até definir a perenidade deste empregado dentro da empresa.

No geral, o que se deseja é que o novo membro enxergue a empresa como sendo um nicho onde há uma forma de agir, falar e até mesmo pensar, dependendo do segmento do negócio e da cultura organizacional. Deste modo ele terá uma visão ampla da empresa e do seu trabalho ali dentro, minimizará ou até evitará certas condutas e falas fora de contexto.

As empresas precisam enxergar as pessoas exatamente como são, ou seja,  seres falíveis com culturas próprias e até mesmo vícios adquiridos em outras empresas. Portanto, trabalhar condutas e conscientizações possíveis e cabíveis é dever de todas as empresas que têm responsabilidade com o público interno, o que fatalmente repercutirá na manutenção de um empregado bem informado o qual não poderá alegar falta de conhecimento sobre a conduta da empresa.

Outro ponto de vantagem é que agindo desta forma a empresa está trabalhando na manutenção da sua imagem perante seu público externo, inclusive em caso de desligamento deste empregado, que levará a imagem da empresa consigo.


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