Coerência ao votar

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É muito comum que eleitores façam saladas de frutas em suas escolhas para Presidenta(e), Governador(a), Senador(a), Deputadas(os) Federal e Estadual. Siglas diferentes, coligações discrepantes e, não poucas vezes, antagonistas num dado momento político-eleitoral.

Às vezes, trata-se de estratégia do(a) eleitor(a) que concilia por suas múltiplas afinidades. Tem seu ideário; simpatia por algum partido; admiração por um(a) candidato(a); conhece e reconhece o trabalho da(o) Deputada(o) Federal ou Estadual; quando não a(o) conhece pessoalmente e acredita nela(e) e o voto poderá advir da proximidade.

Justo e legítimo. Vota-se também por interesses, desde que não sejam espúrios – quando não afrontem a legalidade, a regularidade e a moralidade. Interesse não significa trocar o voto por um tijolo, ou por qualquer outra coisa, num toma lá da cá. Assim, configura-se barganha e ingressa-se na ilegalidade.

Afinal, quais são os seus interesses? É necessário saber! Destarte, aproximamo-nos de medidas mais proporcionais daquilo que somos, evitando as falsas identificações e as afinidades equivocadas. Por esse caminho, realmente estaremos menos distantes de conhecer nossas necessidades e os meios para tentar alcançá-las eleitoralmente.

Penso, no entanto, que a salada de frutas da maioria é fruto do despreparo. O nível de nosso processo eleitoral é muito baixo. O marketing, a publicidade e a propaganda políticas são pobres. Alcançou a web e as redes sociais e manteve-se assim. As campanhas investem altos recursos em estratégias para simplesmente capturar o eleitor, muito pouco preocupadas em aprimorar o eleitorado. O pouco que tem sido feito para minorar essa carência está muito aquém do que se necessita para preencher as grandes lacunas dos saberes político e eleitoral. Se assim posso dizer; o eleitor, verdadeiramente, navega à deriva por esse mar “desfarolado”.

Acredito que, havendo aprimoramento desse conhecimento, o eleitorado tenderá a cuidar mais em associar as suas demandas aos seus cinco votos, dando a eles uma articulação mais coerente. Porque isso é importante? Estando a eleger um(a) Presidente(a) e um(a) Governador(a), não podemos perder de vista em contribuir com a formação de uma bancada de Senadores(as) e Deputados(as) Federais para o Congresso Nacional e Deputados(as) Estaduais nas Assembleias Legislativas.

Se a(o) Presidenta(e) e seu partido e/ou coligação, bem como os(as) Governadores(as) e seus partidos e/ou coligações chegarem aos seus Palácios de Governo sem sustentabilidade política (governabilidade), por estarem providos de pouco poder, por não contarem com parlamentares de apoio o suficiente, tenderão a fazer ou ampliar arcos de alianças através de acordos com muito baixa qualidade, em virtude das concessões que, obrigatoriamente, serão forçados para que seus Projetos de Governo – que se acreditou e por isso votou-se – detenham alguma viabilidade.

E isto implica em incorrer no risco de alcançar baixo patamar de realização e, por conseguinte, popularidade. Na contramão, há a ameaça de altos níveis de corrupção decorrentes das tratativas, que, lamentavelmente, serão impostas por efeito do pequeno tamanho de suas bancadas.

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Author: WBZF

Bacharel em Ciências Econômicas UCSal e Bacharel em História UFBa.

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